terça-feira, 6 de janeiro de 2009

geleira de Franz Josef

Pela primeira vez aqui eu conheci o que eh frio de verdade, nem quando fomos esquiar em agosto tive esse desprazer. Em Franz Josef tivemos que atravessar um rio congelante para chegar proximo a geleira e senti aquele famoso frio que doi no osso. Uma dor tao profunda e aguda que me trouxe a boca todos os palavroes conhecidos e alguns criados na hora, o que me fez ser reconhecida logo por uma outra brasileira ao lado. rsrsA imagem eh linda mas chegar la eh meio coisa de maluco. A primeira vista pensei logo em desistir, mas quando vi criancas e ate idosos atravessando o rio, achei que deviamos enfrenta-lo. Andre, sempre atirado, foi o primeiro a tirar o tenis e seguir em frente, acho que se nao fosse ele nenhum de nos teria ido.


A pose do corajoso...
...e a minha cara de dor. Pelo menos posso dizer que estou curada da minha alergia ao frio. Trouxe 2 caixas do meu antialergico e nao abri nenhuma ate hoje.
Esse sorrizinho do Gabriel so durou ate antes da travessia dele


a chegada na base da geleira

O close final! de longe nao da pra sentir a gransiosidade da coisa, por isso valeu a pena a tortura do frio alem do que tornou-se um momento super inesquecivel do passeio. O duro foi ter que voltar todo o percurso e atravessar o rio de novo...

Escalada no gelo

Pra fechar com chave de ouro o passeio glacial, os meninos fizeram uma escalada indoor no gelo. Menos 3 graus dentro da geladeira gigante mas eles estavam tao empolgados com o exercicio que nem ligaram pro frio. Eu que nao sou boba fiquei de fora tirando as fotos.







Hokitika

Em Hokitika visitamos uma fabrica de joias feitas de Jade, Pounamu e osso de baleia - os desenhos sao todos inspirados em simbolos Maoris e os precos salgados como a agua do mar.





Reefton

Para nao tornar a estrada muito cansativa, planejamos viagens diarias de 3 a 4 horas com tempo para apreciar as paisagens do caminho e os atrativos de cada cidade. Reefton foi uma escolha bem fora do roteiro turistico, no meio do nada. Usada como cidade dormitorio ou como ponto de pescaria de fly fishing, foi a primeira cidade da NZ a ter energia eletrica. O rio eh recheado de trutas e Rogerio aproveitou para participar de uma pescaria noturna com o dono do backpackers que ficamos, um australiano que se mudou pra ca por causa da pesca.

Toda a beira rio eh de pedras, dessa vez Andre nadou fora d'agua.


Como era dia 25 de dezembro a cidade parecia fantasma,
tudo fechado e sem ninguem nas ruas


Abel Tasman

O parque Nacional de Abel Tasman eh conhecido por trilhas belissimas beirando grande parte do litoral norte da ilha sul e tambem pelos passeios de kayak. Foi a primeira grande aventura da viagem. Percorremos 8km de kayak passando por varias praias. De Marahau, pequena vila, saem diariamente varios grupos com diferentes graus de dificuldade. Ha alguns anos atras cerca de 600 pessoas/dia, tanto que hoje limitaram a 300 para diminuir o impacto ambiental na area.



A preparacao para saida

Andre passando ao lado de uma foca. So faltou avistar a orca. Eu e Gabriel em aguas cristalinas. Uma das paradas para descanso.No ponto final da kayakada, fizemos um pedaco de trilha a pe passando por visuais lindos como este ai de Anchorage Bay





Por aqui da pra se ter ideia do movimento de kayaks. Depois do cansativo dia somos resgatados por um water taxi de volta para Marahau. E da-lhe mais ventania...


Hospedagens

Alguns dos nossos pernoites foram em backpackers - como sao chamados os albergues aqui - ou em cabanas de holiday parks. Incrivel como a estrutura destes funciona super bem. Todos usam a cozinha e deixam tudo limpo e organizado depois. Maior exemplo de coletividade, so que ninguem se fala muito nao. Europeus e estrangeiros do mundo todo sem querer muito papo, fechados em seus grupos. Da um pouco de saudade da bagunca e alegria brasileira.




Nos holiday parks, o que mais se ve sao trailers e campervans. Muitas familias viajando da forma mais economica, pois pode-se alugar uma destas a partir de NZ$ 50/ dia, o que evita o alto custo dos hoteis. Tem modelos para casal e para familias. Vi uma com 5 filhos, imagina a loucura.

Folhetos de propaganda tem aos milhares em qualquer buraco. Rogerio se fartou de coleciona-los. Tem exemplos de todos os tipos, cores, regioes, parques etc...

Neste ai eu estava preparando nossa ceia especial de Natal, com direito ate a frango defumado. Ai que saudade do peru, farofa, tender, bacalhau, sobremesas... pensando bem toda essa fartura eh ate exagero. Ficamos felizes com a comidinha simples, sentimos falta mesmo foi das familias. Uma experiencia bem diferente para os meninos.
Glentanner Park em Mount Cook com arco iris e neve ao fundo

Meninos no salao de jogos do Backpacker de Christchurch
No lago Tekapo conseguimos de ultima hora uma casinha super legal so pra nos, com varanda de frente pro lago e por do sol. Foi a noite mais confortavel de toda a viagem. Merecida!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Nelson

Nelson fica no caminho entre Picton e Abel Tasman, so demos uma parada rapida por la mas achamos a cidade bem simpatica. As ruas todas cheias de vasos de flores pendurados ao longo da calcada, varios bares e um solao com clima bem de verao.




Campings

Levamos toda a tralha de camping mas so acampamos 4 noites, primeiro com medo do frio em alguns lugares e segundo porque acho que estamos ficando velhos mesmo. Fazia algum tempo que nao acampava e tinha esquecido como era cansativo. Ficamos quebrados e dormimos mal todas as noites. Talvez o equipamento nao fosse adequado, o fato eh que nem os pernoites em backpackers - como chamam os albergues daqui deram para aliviar a canseira. Chegar em casa foi como dormir nas nuvens. Pelo menos serviu para os meninos aprenderem a montar as barracas e se virarem em breve em suas aventuras sozinhos.



Ficamos sempre em holiday parks, que tem uma estrutura bem montada com cozinha e banheiros comunitarios e alguns ate piscina. Todos tem tambem a opcao de aptos ou cabanas, nos quais ficamos em algumas das paradas, como mostrei no post de hospedagens.